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Disseram que a mutação MTHFR em heterozigose “não significa nada” na gravidez?
Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.
A paciente chega com o exame em mãos, insegura, mas alguém já disse que ela pode “ignorar”.
Na teoria, muitos protocolos classificam a alteração como de baixo impacto isolado.
Mas na prática da obstetrícia, principalmente em gestantes de alto risco, a história nem sempre é tão simples.
O gene MTHFR participa diretamente do metabolismo do folato e dos processos de metilação, fundamentais para:
• formação adequada da placenta
• divisão celular no início da gestação
• equilíbrio da coagulação e da circulação placentária
Quando existe uma variação genética, mesmo em heterozigose, esses processos podem se tornar menos eficientes, principalmente quando associados a outros fatores:
– histórico de perdas gestacionais
– trombofilias associadas
– alterações placentárias em gestações anteriores
E é aqui que mora o ponto mais importante:
não tratamos um exame isolado — tratamos uma paciente com história clínica.

Hidroxicloroquina na gestação. Seguro?
Qual é sua importância no tratamento da Placentação Inadequada

ntrodução e Fisiopatologia da Placentação Inadequada
A placentação inadequada constitui a base fisiopatológica das chamadas “Grandes Síndromes
Obstétricas”, que incluem a pré-eclâmpsia (PE), a restrição de crescimento fetal (RCF), o
descolamento prematuro de placenta (DPP) e o óbito fetal intrauterino (natimorto). Em uma
gestação fisiológica, o trofoblasto extravilositário (EVT) de origem fetal invade as artérias
espiraladas uterinas maternas nas primeiras semanas de gestação, convertendo vasos de alta
resistência e baixo fluxo em canais de baixa resistência e alto fluxo. Esse remodelamento
vascular garante um suprimento contínuo e estável de sangue oxigenado para o espaço
interviloso.
Quando esse processo falha, as artérias espiraladas mantêm seu calibre estreito e sua alta
resistência, desencadeando um estado de hipóxia e isquemia placentária crônica. Estudos
recentes identificaram que o fator induzido por hipóxia 1-alfa (HIF-1α) funciona como o hub
mecanístico central que conecta a hipóxia trofoblástica à disfunção mitocondrial, estresse
oxidativo e upregulação transcricional de fatores antiangiogênicos, como a tirosina quinase 1
fms-símile solúvel (sFlt-1) e a endoglina solúvel (sEng) [1]. Esses fatores são liberados
massivamente na circulação materna, onde neutralizam o fator de crescimento endotelial
vascular (VEGF) e o fator de crescimento placentário (PlGF), resultando em disfunção
endotelial generalizada, vasoconstrição sistêmica e ativação da cascata de coagulação.
Polimorfismos Genéticos e a Biologia Vascular Placentária
A avaliação da placentação e da suscetibilidade a perdas gestacionais recorrentes (RPL) deve
contemplar a análise de polimorfismos genéticos que afetam diretamente a fibrinólise e a
regulação do tônus vascular local no leito uteroplacentário
Polimorfismo 4G/5G do Gene PAI-1 (SERPINE1)
O inibidor do ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) é o principal inibidor da fibrinólise
fisiológica. O polimorfismo de inserção/deleção de uma base de guanina (4G/5G) na região
promotora do gene determina a taxa de transcrição. O alelo 4G promove uma ligação ineficaz
de proteínas repressoras, resultando em maior expressão gênica e níveis plasmáticos elevados
de PAI-1, enquanto o alelo 5G associa-se a níveis basais normais. Uma meta-análise
abrangente confirmou que o genótipo homozigoto 4G/4G está associado a um risco
significativamente elevado de perda gestacional recorrente, com uma razão de chances (OR)
de 2,57 (IC 95%: 1,69–3,90) [2]. Esse estado hipofibrinolítico local favorece a deposição
excessiva de fibrina e microtrombose nas artérias espiraladas, impedindo o remodelamento
adequado.
Polimorfismo I/D do Gene da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA)
A enzima conversora de angiotensina (ECA) desempenha um papel duplo crucial no tônus
vascular, clivando a angiotensina I em angiotensina II (um potente vasoconstritor) e inativando a
bradicinina (um potente vasodilatador). O polimorfismo de inserção/deleção (I/D) de um
fragmento de 287 pares de bases no íntron 16 correlaciona-se com os níveis circulantes e
teciduais da enzima. Indivíduos com o genótipo DD apresentam concentrações de ECA
significativamente maiores. No leito uteroplacentário, esse excesso de angiotensina II promove
vasoconstrição sustentada, isquemia trofoblástica, estresse oxidativo e aumento da agregação
plaquetária, prejudicando diretamente o remodelamento das artérias espiraladas [3].
A Relação entre Inflamação, Parto Prematuro e Óbitos Fetais
A isquemia placentária crônica não se limita a um evento puramente hemodinâmico; ela
desencadeia uma robusta resposta inflamatória estéril na interface materno-fetal que converge
para o trabalho de parto prematuro e óbito fetal. A estabilização do HIF-1α sob hipóxia estimula
a transcrição de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina 6 (IL-6), o fator de necrose
tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina 1 beta (IL-1β). Essas citocinas induzem a expressão de
Fator Tecidual pelas células endoteliais e trofoblásticas, ativando a via extrínseca da
coagulação [1].
Estudos mecanísticos publicados em junho de 2026 (Wang et al., Frontiers in Cell and
Developmental Biology) destacaram o papel crítico do eixo piroptose–HMGB1 como um
circuito de retroalimentação inflamatória na interface materno-fetal [4]. A piroptose é uma forma
lítica de morte celular programada mediada pela clivagem de gasdermina D (GSDMD) por
caspases inflamatórias. Durante a ruptura da membrana celular, a proteína nuclear HMGB1 é
liberada no espaço extracelular, onde atua como um potente alarmin ativador de receptores
RAGE e TLR4, promovendo o recrutamento de neutrófilos, ativação de inflamassomos e
O Espectro Contínuo das Gestações Patológicas e Desafios
Diagnósticos
Estudos de revisão publicados em 2026 defendem que as desordens obstétricas clássicas
(RPL, óbito fetal, pré-eclâmpsia e RCF precoce) compartilham uma assinatura imunológica e
endotelial comum, devendo ser gerenciadas como um espectro contínuo de gestações
patológicas [14]. Esse espectro é frequentemente amplificado pela presença de autoanticorpos
(como anticorpos antifosfolipídeos de critérios e não-critérios, FAN e autoanticorpos
tireoidianos) que perpetuam um estado inflamatório crônico na decídua e prejudicam a invasão
trofoblástica inicial.
O Alerta dos Critérios ACR/EULAR 2023 na Síndrome Antifosfolipídeo (APS)
Obstétrica
A aplicação dos critérios de classificação ACR/EULAR 2023 para APS revelou um impacto
clínico devastador sobre a população obstétrica. Uma análise retrospectiva do registro
EUROAPS envolvendo 1.200 mulheres diagnosticadas com APS obstétrica com base nos
critérios de Sydney revelou que 78,67% das pacientes perderam a classificação de APS sob
as novas regras de 2023, restando apenas 21,33% [15]. Essa exclusão massiva ocorreu pela
rigidez do Domínio Clínico 4 (que desvalorizou perdas embrionárias consecutivas não
acompanhadas de óbito fetal tardio), pela exclusão do anticorpo IgM isolado e pela exigência
de limiares de positividade excessivamente altos (>40 unidades) em substituição ao percentil 99
local.
Além disso, um estudo recente de coorte publicado em junho de 2026 (Li et al., Frontiers in
Immunology) avaliou 104 gestantes com restrição de crescimento fetal (RCF) e demonstrou que
o perfil abrangente de anticorpos antifosfolipídeos não-critérios (incluindo IgM aPE, IgM aPS/PT
e aANXA5) é crucial para a estratificação de risco [16]. Gestantes com perfil positivo para
Protocolos Clínicos Práticos (Centro Médico Berger)
Sob a coordenação e supervisão direta do Dr. Rodrigo Berger, o Centro Médico Berger adota
protocolos rigorosos e individualizados para o manejo de gestantes de alto risco com trombofilia
e disfunção placentária.
1. Manejo de Sangramentos na Gestação sob Anticoagulação
O manejo de episódios de sangramento vaginal em pacientes em uso de Enoxaparina
(Clexane) e Aspirina (AAS) deve ser estritamente individualizado com base nas características
macroscópicas do sangramento:
Sangramento Ativo (Cor Vermelho Vivo):
1. Suspensão Imediata: Suspender imediatamente a Enoxaparina e o AAS.
2. Avaliação de Urgência: Realizar ultrassonografia obstétrica transvaginal urgente para
avaliar a viabilidade fetal, presença de hematomas e área de descolamento
corioamniótico.
3. Repouso e Vigilância: Instituir repouso relativo e controle semanal com ultrassom.
4. Retomada Progressiva: Após um período mínimo de 48 a 72 horas de ausência
completa de sangramento ativo, a Enoxaparina deve ser reiniciada com uma dose
reduzida (ex: 20 mg/dia) e escalonada de forma progressiva e supervisionada até
atingir a dose terapêutica ou profilática habitual.
5. Restrição ao AAS: O AAS não deve ser reintroduzido até que a gestação atinja um
período de estabilidade clínica absoluta (mínimo de 7 a 10 dias sem qualquer
sangramento).
Sangramento Antigo (Cor Escura/Castanha):
1. Interpretação Clínico-Farmacológica: O sangramento escuro persistente representa a
liquefação e resolução de um hematoma antigo (retrocorial ou subcoriônico), não
configurando sangramento ativo. Suspender temporariamente o AAS para evitar a
expansão do hematoma, mas manter a Enoxaparina na dose habitual. Em casos de
sinais de hipercoagulabilidade subjacente, deve-se reavaliar a necessidade de aumento
da dose de Enoxaparina.
2. Tratamento Adjuvante: Em caso de descolamento ou hematoma documentado, iniciar
Ácido Alfa-Lipoico (AAL) na dose de 600 mg, por via oral, a cada 12 horas (1.200
mg/dia), mantendo por um período determinado de 14 a 30 dias (ou até a reabsorção
completa do hematoma ao ultrassom) [31]
Manutenção de suplementos vitamínicos e minerais durante todo o período de
amamentação.
Orientação para que a paciente converse com o pediatra sobre o uso de Beyfortus
(Nirsevimabe) para a prevenção de infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR) no
recém-nascido, considerando o contexto de alta vulnerabilidade de filhos de gestantes
de alto risco.
4. Justificativa para o Uso de Corticoide com 34 Semanas
A administração de corticoterapia antenatal com 34 semanas de gestação, mesmo em
pacientes sem previsão de parto iminente para os próximos 7 dias, é uma conduta adotada no
Centro Médico Berger com uma justificativa fisiológica e metabólica clara:
Fundamentação Científica: A Betametasona atua acelerando a maturação enzimática do
fígado fetal. Especificamente, o corticoide induz a atividade da enzima
glucuroniltransferase hepática, responsável pela conjugação da bilirrubina indireta
(lipossolúvel) em bilirrubina direta (hidrossolúvel). Ao promover essa maturação enzimática
precoce, a terapia antenatal reduz drasticamente a incidência de icterícia neonatal por
hiperbilirrubinemia indireta após o nascimento, diminuindo a necessidade de fototerapia
prolongada e internação em unidade de cuidados intermediários [32].
5. Suporte Pós-Transferência de Embriões Congelados (TEC)
Para pacientes submetidas à reprodução assistida com histórico de falhas de implantação ou
perdas precoces associadas a trombofilias e incompatibilidade imunológica:
Manutenção do Clexane: Manter a dosagem de Clexane 60 mg a cada 12 horas (60⁄60)
de forma contínua após a Transferência de Embriões Congelados (TEC), visando otimizar a
perfusão endometrial e prevenir microtromboses precoces no sítio de fixação do blastocisto.
Tolerância Imunológica ao HLA-C Paterno: O sucesso da implantação depende da
interação harmoniosa entre os receptores KIR das células uNK maternas e as moléculas de
HLA-C expressas pelo trofoblasto invasor. Uma menor exposição ou uma incompatibilidade
imunológica favorável ao HLA-C paterno correlaciona-se com um melhor prognóstico de
implantação e menor ativação inflamatória adaptativa deletéria.
Referências Bibliográficas
[1] You K, Tong Y, Sun T, et al. HIF-1α mediated placental ischemic signaling in the development
of early-onset preeclampsia. Redox Biology. 2026;92:104110. DOI
O período pós-parto, ou puerpério, é uma fase de intensas transformações
fisiológicas. Durante a gestação e nas semanas subsequentes ao parto, o corpo
materno entra em um estado natural de hipercoagulabilidade, uma adaptação
evolutiva para prevenir hemorragias excessivas durante o nascimento [1]. No entanto,
para mulheres com trombofilia (condições hereditárias ou adquiridas que
predispõem à formação de coágulos), essa adaptação fisiológica eleva
exponencialmente o risco de eventos tromboembólicos, como a Trombose Venosa
Profunda (TVP) e a Embolia Pulmonar (EP) [2] [3].
Recurrent pregnancy loss (RPL) is the recurrent miscarriage of intrauterine pregnancies [1].
Exact definitions vary, but consensus statements by major US and European Obstetrical
groups define RPL as the failure of two or more pregnancies, <12 weeks gestation, which do
not necessarily have to be consecutive [1,2]. Some groups have included the loss of a single
pregnancy in the second trimester to meet this criteria [3], while others require three first
trimester miscarriages to meet their definition [4]. Natural spontaneous miscarriage occurs
in at least 25% of human pregnancies, when pregnancy is detected early and regularly, as
undetected miscarriages are also common [5,6].
A trombofilia, hereditária ou adquirida, exige raciocínio obstétrico individualizado
porque a gestação já representa, por si só, um estado fisiologicamente pró-
coagulante. Esse risco se intensifica progressivamente ao longo da gravidez e
atinge seu ponto mais sensível no entorno do parto e no puerpério, fase em que a
equipe precisa equilibrar proteção tromboembólica, segurança anestésica, risco
hemorrágico e bem-estar fetal.[2] [4] [5]
Este material foi elaborado com dois objetivos complementares. O primeiro é resumir,
em linguagem técnica atualizada, os principais fundamentos clínicos relacionados ao
parto em pacientes com trombofilia. O segundo é oferecer uma camada de
orientação profissional para a paciente, de modo claro, prudente e sem simplificações
perigosas, reforçando que o planejamento definitivo sempre depende da avaliação
especializada, do histórico obstétrico e trombótico individual, do tipo de trombofilia e
do esquema de anticoagulação em uso.
Mensagem central: trombofilia não significa automaticamente cesariana,
prematuridade ou desfecho desfavorável. O ponto decisivo é a estratificação
correta do risco, a vigilância clínica e laboratorial quando indicada e o
planejamento coordenado do parto com obstetra, anestesista e, quando
necessário, hematologista.[1] [2] [6]
1. Por que a trombofilia importa no momento do parto
O risco tromboembólico da gestação não decorre apenas da presença de uma
mutação ou de um marcador laboratorial. Ele resulta da soma entre predisposição
basal, alterações hemostáticas próprias da gravidez, imobilidade, parto operatório,
obesidade, história prévia de trombose, intercorrências hipertensivas, sangramentos e
puerpério. Nas trombofilias hereditárias de maior risco, como deficiência de
antitrombina, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S e fator V Leiden
homozigoto, o risco absoluto de tromboembolismo venoso pode justificar profilaxia
mais intensa, sobretudo quando coexistem antecedentes pessoais de TEV ou fatores
adicionais.[
A maioria das gestantes só quer saber da Translucência Nucal, mas existe
um número no seu exame que diz muito mais sobre o futuro. A gente entra
na sala de ultrassom ansiosa para ver o bebê se mexendo e ouvir o coração.
É um momento mágico, eu sei. Mas, no meu consultório, o que eu busco
no primeiro morfológico vai muito além da genética. Eu busco a
longevidade da gestação.
A avaliação do Índice de Pulsatilidade (IP) das artérias uterinas entre 11 e
14 semanas de gestação é reconhecida internacionalmente como uma
ferramenta essencial no rastreamento de complicações placentárias. Uma
meta-análise envolvendo 55.974 mulheres, publicada na revista
Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, demonstrou que o Doppler das
artérias uterinas no primeiro trimestre permite identificar precocemente
mulheres com risco aumentado de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento
fetal [1].
O modelo de riscos competitivos desenvolvido por O'Gorman e
colaboradores, validado pela Fetal Medicine Foundation (FMF),
combina fatores maternos, pressão arterial média, IP das artérias uterinas e
fator de crescimento placentário (PlGF) para rastrear pré-eclâmpsia já no
primeiro trimestre. Esse modelo alcança taxas de detecção de até 75%
para pré-eclâmpsia prematura, com apenas 10% de falsos positivos [2].
Estudos demonstram que um valor de IP ≥ 1.7 apresenta sensibilidade de
100% e especificidade de 84,4% na predição de pré-eclâmpsia,
reforçando a importância clínica desse ponto de corte [3].
Seção: MTHFR & Placentação (Evidências Científicas)
MTHFR C677T: Risco Independente da Homocisteína
A premissa de que o polimorfismo MTHFR só possui relevância clínica quando acompanhado de homocisteína elevada é refutada pela literatura científica recente. Pacientes com polimorfismo alterado (em homozigose ou heterozigose), mesmo com homocisteína normal, mas com antecedente obstétrico desfavorável, apresentam falhas na placentação decorrentes de mecanismos epigenéticos, angiogênicos e imunológicos.
📚 Os Quatro Pilares de Evidência Científica
1. Perda Fetal Independente (Heo et al., 2006)
◦ Mulheres com mutação isolada da MTHFR e homocisteína normal apresentam taxas de perda fetal significativamente maiores (11,4% vs. 3,7%), consolidando a mutação como um fator de risco independente.
◦ DOI: 10.1016/j.ajog.2006.10.316
2. Instabilidade Epigenética Placentária (van Vliet et al., 2024)
◦ A via do carbono-1 regula diretamente a metilação do DNA placentário. A falha enzimática compromete a expressão de genes essenciais para o trofoblasto (como o PlGF), gerando disfunção mesmo com níveis normais de homocisteína no sangue materno.
◦ DOI: 10.1080/15592294.2024.2318516
3. Invasão Rasa do Trofoblasto (Williams et al., 2011)
◦ A deficiência local de folato ativo inibe a secreção de metaloproteinases de matriz (MMP-2, MMP-3 e MMP-9), impedindo a invasão trofoblástica profunda e a remodelação fisiológica das artérias espirais.
◦ DOI: 10.1095/biolreprod.110.088351
4. Efeitos Pleiotrópicos da Enoxaparina (Quaranta et al., 2015)
◦ A enoxaparina age muito além da anticoagulação: estimula o fator HB-EGF (sobrevivência celular), ativa MMPs para invasão profunda, inibe o sistema complemento e reduz citocinas pró-inflamatórias (TNF-α e IL-6) na interface materno-fetal.
◦ DOI: 10.7717/peerj.691
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