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Disseram que a mutação MTHFR em heterozigose “não significa nada” na gravidez?
Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.
A paciente chega com o exame em mãos, insegura, mas alguém já disse que ela pode “ignorar”.
Na teoria, muitos protocolos classificam a alteração como de baixo impacto isolado.
Mas na prática da obstetrícia, principalmente em gestantes de alto risco, a história nem sempre é tão simples.
O gene MTHFR participa diretamente do metabolismo do folato e dos processos de metilação, fundamentais para:
• formação adequada da placenta
• divisão celular no início da gestação
• equilíbrio da coagulação e da circulação placentária
Quando existe uma variação genética, mesmo em heterozigose, esses processos podem se tornar menos eficientes, principalmente quando associados a outros fatores:
– histórico de perdas gestacionais
– trombofilias associadas
– alterações placentárias em gestações anteriores
E é aqui que mora o ponto mais importante:
não tratamos um exame isolado — tratamos uma paciente com história clínica.

A trombofilia, hereditária ou adquirida, exige raciocínio obstétrico individualizado
porque a gestação já representa, por si só, um estado fisiologicamente pró-
coagulante. Esse risco se intensifica progressivamente ao longo da gravidez e
atinge seu ponto mais sensível no entorno do parto e no puerpério, fase em que a
equipe precisa equilibrar proteção tromboembólica, segurança anestésica, risco
hemorrágico e bem-estar fetal.[2] [4] [5]
Este material foi elaborado com dois objetivos complementares. O primeiro é resumir,
em linguagem técnica atualizada, os principais fundamentos clínicos relacionados ao
parto em pacientes com trombofilia. O segundo é oferecer uma camada de
orientação profissional para a paciente, de modo claro, prudente e sem simplificações
perigosas, reforçando que o planejamento definitivo sempre depende da avaliação
especializada, do histórico obstétrico e trombótico individual, do tipo de trombofilia e
do esquema de anticoagulação em uso.
Mensagem central: trombofilia não significa automaticamente cesariana,
prematuridade ou desfecho desfavorável. O ponto decisivo é a estratificação
correta do risco, a vigilância clínica e laboratorial quando indicada e o
planejamento coordenado do parto com obstetra, anestesista e, quando
necessário, hematologista.[1] [2] [6]
1. Por que a trombofilia importa no momento do parto
O risco tromboembólico da gestação não decorre apenas da presença de uma
mutação ou de um marcador laboratorial. Ele resulta da soma entre predisposição
basal, alterações hemostáticas próprias da gravidez, imobilidade, parto operatório,
obesidade, história prévia de trombose, intercorrências hipertensivas, sangramentos e
puerpério. Nas trombofilias hereditárias de maior risco, como deficiência de
antitrombina, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S e fator V Leiden
homozigoto, o risco absoluto de tromboembolismo venoso pode justificar profilaxia
mais intensa, sobretudo quando coexistem antecedentes pessoais de TEV ou fatores
adicionais.[
A maioria das gestantes só quer saber da Translucência Nucal, mas existe
um número no seu exame que diz muito mais sobre o futuro. A gente entra
na sala de ultrassom ansiosa para ver o bebê se mexendo e ouvir o coração.
É um momento mágico, eu sei. Mas, no meu consultório, o que eu busco
no primeiro morfológico vai muito além da genética. Eu busco a
longevidade da gestação.
A avaliação do Índice de Pulsatilidade (IP) das artérias uterinas entre 11 e
14 semanas de gestação é reconhecida internacionalmente como uma
ferramenta essencial no rastreamento de complicações placentárias. Uma
meta-análise envolvendo 55.974 mulheres, publicada na revista
Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, demonstrou que o Doppler das
artérias uterinas no primeiro trimestre permite identificar precocemente
mulheres com risco aumentado de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento
fetal [1].
O modelo de riscos competitivos desenvolvido por O'Gorman e
colaboradores, validado pela Fetal Medicine Foundation (FMF),
combina fatores maternos, pressão arterial média, IP das artérias uterinas e
fator de crescimento placentário (PlGF) para rastrear pré-eclâmpsia já no
primeiro trimestre. Esse modelo alcança taxas de detecção de até 75%
para pré-eclâmpsia prematura, com apenas 10% de falsos positivos [2].
Estudos demonstram que um valor de IP ≥ 1.7 apresenta sensibilidade de
100% e especificidade de 84,4% na predição de pré-eclâmpsia,
reforçando a importância clínica desse ponto de corte [3].




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Material informativo preparado em formato solicitado, com base em bulas e referências públicas consultadas em 17/04/2026.
Resposta curta: em geral, não é indicado usar Traumeel por conta própria durante a gestação. A orientação mais segura é utilizar somente se houver liberação do obstetra ou do médico
assistente [1] [2].
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